Feeds:
Posts
Comentários

Archive for janeiro \27\UTC 2009

Algumas traduções da oração Pai Nosso em aramaico disponíveis na internet, e suas variações, derivam geralmente do livro Prayers of the Cosmos, de Neil Douglas-Klotz. Do meu ponto de vista, tais textos representam mais uma interpretação mística do significado desta oração do que uma tradução.
Proponho então com este artigo uma tradução que seja  mais próxima daquilo que o texto em aramaico realmente diz.

Mateus 6:9-13 em aramaico.

Mostro abaixo, em aramaico antigo (ou clássico), Mateus 6:9-13, que é uma das passagens bíblicas onde encontramos a oração do Pai Nosso. Note-se que a palavra final Amém não faz parte do texto original, sendo incluída apenas por tradição. Esta passagem está de acordo com o Codex Khabouris, que é um manuscrito da Bíblia Peshitta do século XI A.D., sendo este uma cópia de outro manuscrito mais antigo ainda, do século IV A.D. A escrita utilizada é o estrangelo.
Deve-se ler da direita para a esquerda (clique na imagem abaixo para aumentá-la).

1

Tradução: uma proposta.

Abaixo, temos a pronúncia no aramaico oriental, de acordo com Paul Younan (cuja língua nativa é o aramaico). Os hífens (-) indicam a separação de sílabas, e os apóstrofos (‘) preposições inseparáveis. Ao lado de cada frase, a tradução baseada na Peshitta Aramaic/English Interlinear New Testament, de Paul Younan, e em meus rudes conhecimentos de aramaico. Como não sou um especialista nesta língua, poderão ser encontrados erros:

Awan d’wash-maya Pai nosso que está no céu
nith-qa-dash shmakh
Santificado seja o Teu nome
teh-teh mal-ku-thakh
venha teu reino
neh-weh tzew-ya-nakh
seja feita Tua vontade
ay-ka-na d’wa-shma-ya ap b’ar-aa
assim no céu também na terra
haw-lan lakh-ma d’sun-qa-nan yaw-ma-na
dá-nos o pão que necessitamos neste dia
w’ash-wuq lan khau-bayn
e perdoa-nos nossas dívidas
ay-ka-na d’ap akh-nan
assim como nós
shwa-qan l’kha-ya-wayn
perdoamos aos nossos devedores
w’la ta-lan l’nes-yu-na
e não nos conduza ao julgamento
e-la pa-tzan min bi-sha
mas livra-nos do mal
me-tol d’di-lakh hi mal-ku-tha
porque Teu é o reino
w’khay-la w’tesh-bukh-ta
e o poder e a glória
l’al-am al-min Am-een
para sempre eternamente Amém

Como eu disse anteriormente, não sou um especialista em aramaico, e esta não é uma tradução perfeita, erros podem ser encontrados.

Outros traduzem (e não interpretam) de maneira um pouco diferente, como vemos aqui.

Finalmente, logo abaixo mostro o texto em aramaico com a pronúncia e a tradução juntos. Deve-se ler da direita para a esquerda (clique na imagem abaixo para aumentá-la).

2

Para ver e ouvir:

O vídeo a seguir mostra o Pai Nosso com a pronúncia e tradução em inglês muito parecidas com a que eu mostrei acima.

Pai-Mãe, respiração da Vida?

Fazendo uma pesquisa com o termo “pai nosso em aramaico” na internet, encontramos algumas das traduções (ou, como eu as considero – interpretações ) de que falei no começo deste artigo.

Mostro abaixo um pequeno trecho inicial de uma delas apenas para ilustrar o que dizem (para que fique claro, eu não concordo com estas “traduções”):

Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras,
Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós,
entre nós e fora de nós,
para que possamos torná-la útil

Algo parecido com isto foi utilizado inclusive por uma rede de televisão em uma reportagem sobre pessoas que falam aramaico no Brasil (para mais detalhes, vejam os comentários que fiz no blog Aramaico Brasil clicando aqui, e depois veja este artigo, no mesmo blog – aliás, o único site no qual encontrei uma tradução bastante lúcida).

Palavras Finais

Gostaria de ressaltar que não tenho nada contra interpretações místico-religiosas, que até fazem sentido dentro da visão e idéias de seus autores. Mas acho importante que se tenha em mente exatamente isto: são meditações e/ou interpretações em cima de um texto, e não o próprio texto fielmente traduzido.

Pilipos.

P.S. (21/12/2009): Aqui estão links para o texto aramaico com uma melhor qualidade de imagem:

imagem jpg

texto pdf

Read Full Post »

O Codex Khabouris é um manuscrito do Novo Testamento em aramaico, sendo que a escrita utilizada é o estrangelo. O texto em si é praticamente igual ao da Peshitta Oriental, com apenas pequenas diferenças ortográficas. Possui os 22 livros considerados canônicos pela Igreja Assíria do Oriente, não se encontrando certas passagens, como a Perícopa da Adultera. O colofon do manuscrito traz o selo de um bispo de Nineveh (hoje Mosul, Iraque).

Página 117 do Codex Khabouris

Página 117 do Codex Khabouris - final do Evangelho de Marcos e início do Evangelho de Lucas (o texto em vermelho - rúbrica - conecta os dois livros)

O manuscrito foi datado através de testes com carbono como sendo do século XI, o que condiz com a análise paleográfica.

Alguns estudiosos, após analisarem o colofon [1], afirmam que o Codex é uma cópia de um manuscrito que foi escrito 100 anos após a “Grande Perseguição”. Esta perseguição é geralmente interpretada como sendo a perseguição perpretada pelo imperador romano Nero aos cristãos no ano 65 A.D. Ou seja, o Codex Khabouris seria a cópia de um manuscrito do Novo Testamento do segundo século.

Mas Paul Younan, cuja língua nativa é o aramaico, e profundo conhecedor  da História da Igreja no oriente, afirma, após ter lido o colofon, que não encontrou nenhuma referência aos “100 anos”. Afirma ainda que a “Grande Perseguição” não se refere a Nero:

“A grande perseguição referida no colofon não é a perseguição de Nero. Nero foi um imperador de Roma, e esta perseguição aconteceu no Império Romano, e não no Império Persa, onde o Khabouris foi copiado no século XI.

Existe apenas uma perseguição (de muitas, é claro) que é chamada de “Grande Perseguição” ( “radptha rabba”), e que é a perseguição de Shapur II, o Xá da Pérsia (310-379 dC). Depois que Constantino fez do cristianismo a religião oficial do Império Romano, a percepção dos governantes persas era a de que a Igreja do Oriente era um agente do Império Romano.

[…]

A “Grande Perseguição” da Igreja do Oriente começou na Sexta-feira Santa, 344 A.D. com o martírio do Patriarca Mar Shimon bar-Sabbae, com 5 bispos e 100 anciãos da igreja na cidade de Susa …. Mar Shimon sendo o último a morrer.

[…]

alguns estimam que tantos como 190.000 foram mortos durante este tempo […][2]”.

Portanto, o Codex Khabouris é uma cópia feita no século XI, de um manuscrito do século IV. Paul Younan acredita ainda que este manuscrito do século IV é uma cópia do Novo Testamento em Aramaico mais antigo ainda, provavelmente do século I.

Assim, com o Khabouris temos, creio eu, um texto de 3a. geração que estava muito próximo ao original, uma vez que só 2 … ou um máximo de 3 escribas, no total, tiveram suas mãos em cima. É por isso que é tão valioso. É apenas o 3o. elo da cadeia.[2]

[1] http://whyagain.com/khabouris_history.php

[2] http://www.peshitta.org/

Onde encontrar:

1. Você pode encontrar fotos do manuscrito completo neste endereço: http://whyagain.com/KhaburisKhaboris/index.php

Observação: O autor deste blog não concorda com o conteúdo do site http://whyagain.com/ usando-o únicamente como referência para as fotos do Codex Khabouris.

2. Stephen P. Silver, um grande estudioso da língua e cultura aramaica, oferece uma transcrição do Codex, lado a lado com as fotografias, aqui: http://www.dukhrana.com/khabouris/ S. P. Silver também alinhou ao lado da transcrição, a tradução da Peshitta feita por John W. Etheridge, em inglês.

O site http://www.dukhrana.com/ oferece ainda um excelente dicionário on-line aramaico-ingês inglês-aramaico, e várias outras ferramentas de estudo para aramaico.

Read Full Post »

How, what, where?

The field of the Patristic studies and publications has showing a great expansion inside a lot of sites and groups, where the themes involved such oriental studies, lexicographic and bibliographic research, inclusive other aspects like the indexation of big quantities of text are the subjects and tools for a daily work.

Doesn’t enough to know where some contents directly can be founded, some sites, i. e. the Google Books Project, adds day to day until 10,000 volumes, making in some cases almost impossible to find any content in a preliminary search.

How.

The ‘keywords’ are the most common way to search in the sites, but some books changes their title between edition and place of print.

Is very useful to have an extended quantity of translations for the same word, in our situation, Arameo [for spanish], Aramaic [for english], Arämaisch [for german], Aramaico [for portuguese].

The wrong writting of any word must be a frequent factor to exclude in any search some volumes what are effectively inside some sites. You can test this, making a search in Internet Archive with the Aramäisch word without the overpuncted ‘ä’: the word aramaisch does not show any result.

The name of the authors, in a few cases, change its orthography leaving out some specific special letters, to make they accessible and searchable between the search automated motors. If the author you are looking for has in his name a non-latin letter, try to convert it to the most close written character possible, i. e.: ç to c, æ to ae.

What

The most common format to work and publish and digitize books, papers and essays, is the PDF [Portable Document Format]. This format works well and fine with a ‘medium’ size book, think in a 250-350 pages book. If the book was edited and published digitally, the size of the whole volume can have only a pair of megabytes. But in the old books digitized with opto-mechanical methods, the size of a medium book must have 34-50 megas -talking about any book inside Internet Archive- if the pages maintain the color profiles; the same book, in Google Books Project will have a smallest size: the color profiles for all the books in Google Books are excluded, and the images are binded in b/w.

The .doc or .txt is very unusual, but other graphic formats are used to make the digitizations, not only .jpg or .gif.

If the site shows .tif or .tiff images, almost all the OS have an image viewer to this filetype. Some sites offer the original images obtained with the scanners, but the use of some plugin or specific viewer in this cases must be required.

A good idea is to install some advanced image editor, overall if you have the idea to print the images for personal study. Photoshop, ACDsee,  or GIMP can deal with the most raw format images.

Where

InternetArchive, Googlebooks, BYU [www.lib.byu.edu/dlib/cua/], RELTECH [http://alpha.reltech.org/]… and ‘course: This blog!

Greg.

Read Full Post »

Documentos Siríacos Antigos

Textos em aramaico com traduções em inglês.

[texts] Ancient Syriac documents relative to the earliest establishment of … – William Cureton , William Wright
Book digitized by Google from the library of Harvard University and uploaded to the Internet Archive by user tpb.
Downloads: 77

Download: clique aqui

Author: William Cureton , William Wright
Publisher: Williams and Norgate
Year: 1864
Possible copyright status: NOT_IN_COPYRIGHT
Language: English
Digitizing sponsor: Google
Book contributor: Harvard University
Collection: americana
Notes: Textes syriaques précédés de leurs traductions anglaises

Table of Contents

  • Preface
  • Concerning the King of Edessa
  • The Doctrine of Addai, The Apostle
  • The Doctrine of The Apostles
  • Doctrine of Simon Cephas, in the City of Rome
  • The Acts of Sharbil, Who Had Been the High Priest of Idols, and Was Converted to the Confession of the Christian Religion in Christ
  • Martyrdom of Barsamya, The Bishop of The Blessed City Edessa
  • Martyrdom of Habib the Deacon
  • Oration on Habib the Martyr, Composed by Mar Jacob
  • An Oration on Shamuna and Guria, Composed by Mar Jacob
  • Canticle of Mar Jacob, the Doctor, Upon Edessa, When She Sent to Our Lord to Come to Her
  • Extracts from Various Books, Relating to Abgar the King and Addæus the Apostle
  • Martyrium Sanctorum Confessorum Samonæ, Gurlæ et Abibi, Ex Simeone, Metaphraste

Observações:

Este livro contêm alguns documentos interessantes, como por exemplo um extrato da História Eclesiástica, de Eusébios de Cesaréia, em que é apresentada uma correspondência entre o rei de Edessa, Abgar, e Jesus (ainda hoje se discute se esta correspondência é verdadeira ou não). Nesta correspondência, o rei Abgar pede que Jesus vá à Edessa para curá-lo de uma doença. Jesus responde então que ele deve antes cumprir Seu destino (morrer na cruz), e que após isso ele enviaria um de seus apóstolos à Edessa para curar o rei. Este apóstolo é Addai, um dos 70 (ou 72), e que iniciará o cristianismo no oriente.

Outros documentos interessantes:

A doutrina de Addai, o apóstolo (fragmento, representa 50-60% do tratado completo).

A doutrina dos Apóstolos (didascalia).

A doutrina de Simão Cephas (Pedro) em Roma.


Língua:
Aramaico, escrita estrangela, com traduções em inglês. O texto em aramaico deve ser lido na ordem reversa, ou seja, começa na última página do documento.

Read Full Post »

Ktava d-diyatiḳe ḥdata d-maran Isho Mshiḥa

O Livro do Novo Testamento de Nosso Senhor Jesus Cristo

capapesh

textpesh


Download 1:google books – usuários fora dos E.U.A. devem usar um proxy anônimo, ou clique no link abaixo:

Download 2: RapidShare (thank you to Patrologia Latina Graeca & Orientalis)

Download 3: Goussen Collection.

Download 4: Internet Archive.

Esta é a Peshitta Oriental, bíblia oficial utilizada pela Igreja Católica Assíria do Oriente. Contém todos os livros do Novo Testamento, mais os Salmos de David.

Interessante notar que as epístolas Pedro 2, João 2, João 3, Judas e Apocalipse, assim como certas passagens tais com João 7:53 até João 8:1-11 (Perícopa da Adúltera) não são considerados canônicos pela Igreja Assíria e portanto aparecem com observações que dizem que estes livros e passagens não fazem parte do cânon original da Bíblia Peshitta.

Língua: Aramaico antigo. Escrita: Swadaya. Deve ser lido na ordem reversa, ou seja, começa na última página do documento.

Read Full Post »

Patrologia Syriaca volume 1. 1894. 1050 p.

  • Aphraatis Demonstrationes I-XXII – textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit, notis illustrauit D. Ioannes Parisot

Patrologia Syriaca volume 2.  1907.  1428 p.

  • Aphraatis Demonstratio XXIII – – textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit, notis illustrauit D. Ioannes Parisot cum lexicone Demonstrationis Aphraatis Syriace
  • Bardesanes, Liber legum Regionum –  textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit, notis illustrauit F. Nau
  • S. Simeon Bar Sabbae – Martyrium et Narratio –  textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit, notis illustrauit M. Kmosko
  • Liber Apocalypseos Baruch Filii Neriae Translatus de Graeco in Syriacum – Praefatus est, textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit notis illustrauit, M. Kmosko.
  • Testamentum Patris Nostri Adam –  textum Syriacum vocalium signis instruxit, Latine vertit, notis illustrauit M. Kmosko
  • Apotelesmata Apollonii Tyanensis – edidit, Latine vertit F. Nau.

Observações:

1) Textos em aramaico, com traduções em latim lado-a-lado.

2) Usuários que residem fora dos Estados Unidos podem encontrar dificuldades para acessar livros do Google Books em sua forma completa, devendo usar para tanto um proxy anônimo.

3) O site Patrologia Latina, Graeca & Orientalis gentilmente colocou à disposição links para a descarga direta destes livros neste link.

ATUALIZADO – novos links:

Dois novos links para Download:

Patrologia syriaca – Volume 1

Download: aqui

Patrologia syriaca – Volume 2

Download: aqui

Read Full Post »

As Odes e Salmos de Salomão

Textos em  Aramaico com tradução em Inglês.

[texts] The Odes and Psalms of Solomon; (Volume 1)Harris, J. Rendel (James Rendel), 18521941
Vol. 1. The text, with facsimile reproductions.- Vol. 2. The translation, with introduction and notes
Downloads: 286
[texts] The Odes and Psalms of Solomon; (Volume 2)Harris, J. Rendel (James Rendel), 18521941
Vol. 1. The text, with facsimile reproductions.- Vol. 2. The translation, with introduction and notes
Downloads: 209


Observações:

Volume 1

Textos em Aramaico, com reproduções em facsímile do manuscrito. Escrita Serto.

Volume 2

Tradução em Inglês.

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: